Publicado originalmente em 1949, o livro é considerado pela crítica um dos pontos culminantes da ficção de Borges. Em sua maioria, "as peças deste livro correspondem ao gênero fantástico", esclarece o autor no epílogo da obra.
Nelas, o autor exerce seu modo característico de manipular a "realidade": as coisas da vida real deslizam para contextos incomuns e ganham significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenômenos bizarros se introduzem em cenários prosaicos.
Os recorrentes motivos borgeanos do tempo, do infinito, da imortalidade e da perplexidade metafísica jamais se perdem na pura abstração; ao contrário, são capazes de resgatar uma profunda sondagem do processo histórico argentino.
O livro se abre com "O Imortal", em que temos a típica descoberta de um manuscrito que relatará as agruras da imortalidade. E se fecha com "O Aleph", para o qual Borges deu a seguinte "explicação" em 1970: "O que a eternidade é para o tempo, o Aleph é para o espaço".