Uma crônica de costumes, que descreve a boemia de Salvador, os cassinos, a culinária, os ritos do candomblé e o convívio entre pessoas dos mais variados níveis sociais (políticos, poetas, prostitutas, etc.). Assim é "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (Companhia das Letras, 2008), do popular escritor baiano Jorge Amado. Florípedes Guimarães é mulher do voluptuoso Vadinho, mas após sete anos de união, o malandro cai morto em pleno Carnaval. Após um ano de viuvez e com o desejo à flor da pele, Flor conhece e casa-se com o farmacêutico Teodoro Madureira. Mesmo estabilizada financeira e emocionalmente, ela pede a entidades do candomblé que tragam Vadinho de volta. Começam aí as contradições de Flor, dividida entre o amor metódico e fiel de Teodoro e o erotismo febril e avassalador de Vadinho. Lançada em 1966, a obra já foi publicada em mais de 20 países. O livro já foi adaptado para o teatro, TV e cinema, onde se tornou um dos maiores fenômenos de bilheteria.