Filhos do monarquista e grande proprietário de terras alentejano Manuel Custódio, Diogo e Pedro protagonizam polos opostos no seio familiar, mas que são reflexo dos acontecimentos externos. O primeiro, intelectual e absolutamente contrário aos totalitarismos, quer a mudança e decide deixar a mulher, as terras do clã e o Portugal salazarista para começar vida nova ao lado de uma mulata numa fazenda no Vale do Paraíba, no Brasil, em pleno Estado Novo. Pedro, no entanto, quer assegurar a permanência de sua posição de latifundiário. Por meio de uma prosa envolvente e rica em detalhes, o autor traça, através da história dos Ribera Flores --com suas tradições, histórias de amor e rupturas--, um grande painel que comporta as principais contradições e acontecimentos da primeira metade do século 20.