No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi --uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de "O Sol Se Põe em São Paulo", romance de Bernardo Carvalho.
Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Isso por que o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea --tanto do Japão como do Brasil.
Finalista na categoria Melhor Livro do Ano, do Prêmio São Paulo de Literatura 2008, este romance entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados.