Com informações políticas e culturais detalhadas, Ghada Karmi narra sua biografia, inserindo o leitor no universo do povo palestino à época da criação do Estado de Israel.
Em 1948, após um massacre na pequena aldeia de Deirn Yassin, nos arredores de Jerusalém, Ghada Karmi e a família tiveram de deixar a cidade e refugiar-se em Londres, deixando para trás o cachorro de estimação e a empregada da família, Fátima. Uma vez em Londres, Karmi assumiu uma identidade ocidental e passou anos negando suas origens.
Apenas em 1967, com a derrota dos árabes na Guerra dos Seis Dias, ela sentiu-se impelida a reaver suas raízes e tornar-se ativista. Com humor e autocrítica, a autora defende a conciliação dos povos e expõe as questões que impulsionam, ainda hoje, a causa árabe.