Henry Bech, um escritor nova-iorquino de origem judaica, protagoniza mais um livro da série escrita por John Updike. Com humor fino e referências a figuras reais do mundo literário norte-americano, Updike narra as agruras de um literato que jamais consegue se tornar tão famoso e tão respeitado quanto sempre almejou, suas disputas com os colegas de profissão e os críticos, os problemas de sua vida privada.
O livro contém cinco narrativas encadeadas cronologicamente, porém autônomas. Na primeira, Bech vai à Checoslováquia dar uma conferência. São os últimos anos do regime comunista, e ele constata que é popular atrás da Cortina de Ferro.
Na segunda história, Bech aceita a presidência de uma decadente academia de letras nova-iorquina e, manipulado por membros inescrupulosos, termina levando a instituição à autodissolução - justamente o objetivo deles, pois o terreno da sede vale uma fortuna.
A terceira narrativa mostra Bech em Los Angeles, respondendo a um processo movido por um figurão de Hollywood que se considera prejudicado por um artigo dele.
No quarto episódio o velho escritor resolve se vingar dos críticos transformando-se num serial killer, assessorado por uma namorada jovem o bastante para ser sua neta.
Na história que encerra o livro, Bech - para espanto de todos, inclusive o seu - é agraciado com o prêmio Nobel de Literatura.