Co-fundador da chamada Escola dos Annales (que se destacou ao interpretar a História incorporando Geografia e abordagens sociológicas, e mais tarde criou o conceito de "mentalidade"), Lucien Febvre foi fortemente influenciado pelo pai filólogo, que lhe mostrava textos antigos quando criança.
Em "O Problema da Incredulidade no Século XVI: A Religião de Rabelais", o historiador faz uso de todas as ferramentas a seu alcance para situar o leitor na época em que viveu François Rabelais.
O intelectual francês escrevia de forma fantasiosa e satírica, mas seu legado é um dos mais debatidos no mundo acadêmico, devido ao suposto ateísmo. Febvre é categórico: no século 16 a descrença era desconhecida. Rabelais não poderia ser ateu, quando "não havia escolha".