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O que saiu na imprensa
DA REPORTAGEM LOCAL
Em seu livro "Minha Fuga Sem Fim", Cesare Battisti faz mais do que dar a sua versão sobre os crimes de que é acusado. Revela que manteve no passado relação de caráter sexual com seu principal algoz: Pietro Mutti. Battisti relata que conheceu Mutti ao se filiar ao PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Battisti conta que, depois de algum tempo, passaram a partilhar as noitadas no bar e, às vezes, "a mesma cama e a mesma garota". "O vinho abolia as minhas reticências e a cama era suficientemente grande para três", afirma. A mulher, segundo o escritor, era a esposa de Mutt. O italiano, que ganhou status de refugiado no Brasil, acusa o ex-companheiro de mentir em juízo e se diz alvo de um ódio injustificado. "Antes de chegar à cama da mulher dele, foi preciso que nos encarássemos, olhos nos olhos, até explodir. Foi preciso eu abrir para ele até minha última gaveta, para que ele pudesse explorar, uma a uma, todas aquelas caras de squatters que eu guardava na alma. Eu não sabia como dizer que, para mim, e até nos olhos dele, ainda era aquilo mesmo, os PAC, e ele que fosse se danar com aquela conversa sobre violência."
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