Este livro fala sobre os gatos, animais independentes e rebeldes por natureza, só fazem o que querem e quando querem.
Sim, eles são bem diferentes dos cachorros. Arredios, introvertidos, avessos à manifestações intensas de apreço pelo ser humano, só quando desejam pedem e oferecem carinho, em geral enroscando-se na perna da gente, a ronronar e ondular lentamente o rabo, se satisfeitos com o cafuné. Bajular é um verbo ausente do dicionário dos gatos.
Desde sua primeira aparição na New Yorker --num cartum de John Held Jr, publicado na edição de 17 de outubro de 1925, com cinco siameses se estranhando num beco de Chinatown-- o gato nunca perdeu o posto de segundo maior xodó do reino animal. O primeiro sempre foi o cachorro, beneficiado pela milenar fama de o melhor amigo do homem e, sobretudo, pelo fato de as pessoas gostarem mais de ficção que de versos. Cachorro é prosa, gato é poesia.