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O que saiu na imprensa
Cláudio Barizon, que escreve no blog de tecnologia do jornal "O Globo", ressalta: "quando peguei este livro para ler, achei que leria a biografia deste cara carismático, co-fundador e presidente da Apple. E se fosse 'só' isso, já valeria muito a leitura. No entanto, o título 'A Cabeça de Steve Jobs' de Leander Kahney, revela, de fato, o que é o livro... Ele retrata a cabeça do homem... A gente passa a conhecê-lo melhor: como ele pensa, como ele age e como ele transforma. O livro é muito interessante e, para mim, o ponto alto está em como a Inovação (com I maiúsculo mesmo) é abordada. Este tópico está espalhado pelos 8 capítulos, em vários depoimentos de pessoas próximas, em exemplos, cases, e profissionais de alto gabarito que sempre formaram a equipe de Jobs".
Adriano Silva, da revista VEJA, relata: "Leander Kahney, editor da Wired.com, que cobre a Apple há mais de doze anos, apresenta ao leitor um retrato complexo de Jobs. Trata-se de um líder messiânico e ao mesmo tempo despojado. Que inspira ideias e medo. E enxerga o interlocutor sempre como um gênio ou um idiota. "A Apple é a soma das virtudes e dos defeitos de Steve", escreve Kahney, que mostra que os defeitos de Jobs são tão importantes para o sucesso da empresa quanto suas virtudes. O livro foi escrito em novembro de 2007. Como muito aconteceu nesse ano e meio, há alguma defasagem. O sucesso do iPhone, por exemplo, ainda é tratado como uma suposição. Mas isso não tira o interesse da leitura. Há um capítulo inteiro dedicado à criação do iPod, o maior sucesso da história da Apple, com detalhes saborosos como a escolha do nome do tocador e o fato de ele só existir graças a uma junção de tecnologias que empresas como Toshiba e Sony não sabiam bem como utilizar sozinhas. Kahney entrevistou executivos que trabalharam diretamente com Jobs. E oferece uma visão interna da 'empresa mais revolucionária do mundo.'"
Robert Morris, do portal Examiner.com, faz sua elogiada crítica da publicação: "neste livro, Kahney oferece uma grande viagem por dentro da mente de Steve. O que há ali dentro? Obviamente, a cultura formada pela Apple é resultado da grande personalidade e estilo de Jobs - que, para mim, assemelha-se a um campo minado, a um jardim exuberante com flores e plantas, a uma exibição de fogos de artifício, a uma competição de demolição, a uma festa de aniversário de uma criança de dez anos, a uma câmara de tortura, a um vasto prado verde, a uma galeria de tiros, a uma feira de amostras. Insisto para que você embarque nesta viagem juntamente com Leander Kahney. Prometo que não será em vão, nem chato, nem monótono. Aliás, com Steve Jobs coisa nenhuma é assim.
Segundo o jornal "O Globo", que analisou o livro, "na obra, descobre-se que Jobs é, antes de tudo, um perfeccionista, que leva essa obsessão até às raias da loucura. Exigente e narcisista, persegue os empregados incansavelmente em busca de melhorias em produtos. Tanto que é temido por todos que trabalham com ele. No livro, Kahney relata que os empregados da Apple abaixam suas cabeças quando esbarram com Jobs nos corredores da empresa, com medo de serem demitidos. Em um dos capítulos do livro, Kahney descreve Jobs como um dos 'grandes intimidadores', uma categoria de temíveis chefes de empresa caracterizada por Roderick Kramer, psicólogo social de Stanford. Segundo a teoria, os grandes intimidadores inspiram as pessoas através do medo e da intimidação, mas não são meros tiranos. São mais como duras figuras paternas, que inspiram as pessoas por meio do medo, mas também pelo desejo de agradar".
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