"O Espírito da Roupas", escrito em 1950, representa uma abordagem pouco usual da moda, levando em conta a época em que foi elaborado.
Evitando basear-se apenas nos estudos acadêmicos e na análise científica que norteava a produção universitária de então, Gilda de Mello e Souza preferiu completar a informação sobre o assunto recorrendo ao testemunho dos romancistas e cronistas, às imagens fixadas pela pintura, gravura e fotografia da época.
O resultado foi uma visão dinâmica que, extravasando a percepção monótona das roupas, procurou apreendê-las em movimento --em ação--, ligadas ao corpo, ao gesto, à atitude, ao sexo do portador, à função que acabaram assumindo na sociedade móvel do século 19.
A cuidadosa programação visual do livro acompanha a intenção do texto, ao tomar como exemplo fotos da sociedade brasileira.