Nicolau Maquiavel, o maior pensador político da Itália renascentista, não pertencia a nenhuma escola, não deixou sucessores, mas tornou-se autor clássico da filosofia política. A leitura de suas obras é indispensável aos que procuram refletir sobre o poder e suas interações.
Foi do Renascimento, mas não pertence a ele. Extrapolou e constitui-se em objeto de debates ao longo de quatro séculos. Tornou-se imortal. Leitor dos clássicos da Antiguidade, especialmente de Platão e Aristóteles.
Seu memorial foi "O Príncipe", endereçado a Lorenzo de Médici, o Magnífico, um "tratado" sobre a arte de governar.
"O Príncipe" aborda os Estados e as formas de conquista e preservação do poder. Obra escrita no exílio forçado, quando privado de sua posição de funcionário da república de Florença. É fruto de observações realizadas em viagens diplomáticas pelo interior italiano, de sua bagagem cultural e de muita reflexão.