O volume analisa desde as primeiras manifestações dramáticas ocorridas no Brasil no século 16, com os autos de Anchieta, até as mais recentes realidades do palco nacional. Ao consagrado texto original, de 1962, foram acrescentados dois apêndices, que tratam da dramaturgia atual e das tendências observadas nas últimas décadas.
A obra se firmou, desde a sua publicação, como um clássico da historiografia teatral. Isso pelo fato de trazer à cena fatos até então desprezados ou mal compreendidos, como as relações entre realidade social e teatro, as motivações artísticas, a valorização do papel dos atores. Afinal, o teatro brasileiro nasceu como forma de catequese, utilizando atores improvisados.
Sem preconceitos, falso otimismo ou submissão às opiniões do passado, o autor analisa o teatro brasileiro época a época, autor a autor, procedendo a reavaliações, aprofundando a compreensão de autores como José de Alencar e França Júnior, detectando vínculos entre as peças e a realidade social, sem jamais perder de vista o primado do estético.