Quase 30 anos depois da primeira edição, que fez um grande sucesso na década de 80, a publicação é revista e ampliada. Os autores fornecem um panorama geral sobre a forma de construir e morar da periferia carioca na década de 1970. Até então, no Brasil, kitsch era sinônimo de mau gosto, ou melhor, de uma produção artística e arquitetônica que não mereceria um olhar mais atento.
Lauro Cavalcanti e Dinah Guimaraens mostram que o estilo surgiu em uma periferia carente de intervenções arquitetônicas. É clara a indicação de ostentação nas obras, principalmente pela mistura de elementos pertencentes a camadas sociais mais elevadas. Estilo arquitetônico comum entre os anos 60 e 70, o kitsch foi um produzido geralmente por leigos inspirados na arquitetura moderna. Os adeptos procuravam dar um aspecto totalmente diferente para construções simples, valendo-se de inovações plásticas nas fachadas.
A obra mostra que uma das características do estilo é o fato de o próprio dono ser o responsável pelo projeto, pois são raras as participações de engenheiros ou arquitetos. Com o objetivo de "refletir sobre o papel da cultura de massa como território de fronteira entre arte erudita e popular", o livro foi responsável por retirar o caráter pejorativo do termo kitsch.