Sentar-se à mesa com os amigos, saborear o seu prato preferido e se entregar ao prazer de comer, louca e apaixonadamente. Depois? Depois a morte.
Mas isso só parecia acentuar a delícia de sabores irrecusáveis, o paladar em estado de exaltação, a bênção de um destino escolhido.
O humor genial de Luís Fernando Verissimo faz de "O Clube dos Anjos", lançamento da editora Objetiva, uma aventura tão envolvente como a amizade entre aqueles homens --dez, e nunca mais que dez, até que a morte ou as mulheres os separassem.
Tudo começou com o picadinho de carne com farofa de ovo e banana frita. Foi em volta de uma mesa adolescente que eles passaram a se reunir, até que os jantares se tornaram cada vez mais requintados --e sempre mensais, durante 21 anos.
Eles tinham em comum a amizade, a gula e também o exercício de uma arte única: a gastronomia como prazer cultural e desafio filosófico. Até que um perverso e misterioso cozinheiro apareceu.