Italo Moriconi organizou os cem melhores contos produzidos no Brasil ao longo do século 20. Uma antologia capaz de traduzir as mudanças do país e as inquietações de várias gerações de brasileiros, em cem anos de produção literária.
A edição separou os contos por períodos históricos, precedidos de nota introdutória apresentando os traços mais característicos do período: os diferentes caminhos da literatura no início do século; a consagração do modernismo nos anos 40 e 50; os conflitos de identidade dos anos 60; a violência da vida urbana dos anos 70; a exploração sem censura do corpo dos anos 80; a criativa irreverência dos anos 90.
O autor constatou que o Brasil produz um dos mais bem acabados contos do mundo, e que eles só melhoram com o passar do tempo. Ele diz que a partir dos anos 60, o texto curto explodiu no país, consolidando-se nos anos 70, que entrou para a história da literatura brasileira como a década do conto. Nos anos 80, houve um retorno do romance.