Depois do sucesso das crônicas afetivas de "Amor é Prosa, Sexo é Poesia" -- que já vendeu mais de 260 mil exemplares --, Arnaldo Jabor apresenta "Pornopolítica: Paixões e Taras na Vida Brasileira", nova coletânea de textos em que temas públicos misturam-se ao universo de nossas fixações interiores e que usa o cotidiano como matéria-prima para associar fato e ficção, mostrando paixões e taras que talvez preferíssemos ocultar.
"Cineasta da palavra", como definiu Jô Soares, Jabor constrói imagens precisas para retratar sentimentos e criar polêmica. "A atividade que eu faço chama-se crítica cultural, que consiste justamente em descobrir aspectos políticos em fatos aparentemente superficiais, em analisar comportamentos da vida social, psicologias, maneiras de pensar e de ver, opiniões, preconceitos, hábitos. Isso é política também, só que está escondida feito um pinto dentro de um ovo", explica o autor.
No novo livro, memórias de infância se misturam a análises políticas e confissões sexuais, amorosas, daquelas que os homens costumam fazer secretamente. "Sempre gostei de escrever. Minha formação se deu pela literatura. O cinema chegou mais tarde, depois da literatura e do teatro. Eu lia Rimbaud, João Cabral, Jorge de Lima e muito teatro: Tennessee Willians, Eugene O'Neil, Edward Albee... Li muito Eça de Queiroz. Este sim é minha maior influência. Na minha formação, há também muito da literatura americana: Faulkner, Hunther Thompson, Norman Mailer, Scott Fitzgerald. Meu lance de amor com a literatura e com a dramaturgia é muito grande. Escrever não é um sacrifício para mim. É um prazer renovado", conclui ele.
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