Ao abrir as páginas do 'Almanaque da Rádio Nacional' e ouvir o CD inédito, com 33 faixas (aberturas, trechos e vinhetas dos programas mais memoráveis), o leitor-ouvinte vai se transportar àquela época fascinante e se maravilhar com a força criativa da Era do Rádio.
Em uma época em que era mais doce ser brasileiro, os acordes do prefixo da PRE-8 convocavam senhoras e meninos, funcionários e cozinheiras. Em torno dos pesados aparelhos à válvula, famílias, vizinhos e amigos sofriam com as paixões de "O Direito de Nascer", gargalhavam com os inquilinos do "Balança Mas Não Cai" e atentavam para o plantão do Repórter Esso.
Os potentes quilowatts emitidos pela Rádio Nacional foram os primeiros a abraçar os brasileiros em um único canal de comunicação. Se para o governo a rádio cobriria todo o território brasileiro e seria o instrumento perfeito de coesão nacional, ela foi para a sociedade o palco privilegiado da formação da cultura popular brasileira.
A Rádio Nacional consagrou grandes ídolos, como Luis Gonzaga, Ângela Maria, Francisco Alves e Orlando Silva. E o que dizer dos grandes comunicadores, speakers, radioatores e crooners? Paulo Gracindo, Almirante, a PRK-30, Candinha, Emilinha, Marlene, Dalva, Jorge Goulart, Jararaca e Ratinho. Toda uma constelação chegava aos lares pelo milagre das ondas curtas.
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