Continuação de TAZ-Zona Autônoma Temporária, em Caos o autor conhecido como o "Profeta do Caos" dá sequência à confusão iniciada com a primeira publicação. Hakim Bey mistura prosa e poesia em uma narrativa própria e relaciona autores e pensamentos distintos, como Artaud, Bakunin, Nietzsche, Situacionismo, Filosofia Sufi e heresias de todas as ordens.
Aqueles que consideraram Hakim Bey um filósofo político, um mero artífice de cartilhas doutrinárias, fujam deste livro: o autor se levanta contra aquilo que chama de masoquismo revolucionário e de autossacrifício idealista, além de atacar toda tradição da esquerda ocidental.
Do Caos e para o Caos, o autor ergue o que ele chama de Associação para a Anarquia Ontológica. Terrorismo poético, paganismo, arte-sabotagem, misticismo, pornografia, crime. Estes são apenas alguns dos "pretextos" usados para desafiar o leitor com sua linguagem delirante, brutal, absurda por vezes. Definitivamente, Caos não é aconselhado para espíritos conservadores.