Neste livro, a autora relata o que viu e viveu em Bagdá entre os meses de janeiro e abril de 2003. Usando sua experiência como correspondente --na ocasião, a jornalista trabalhava para meios de comunicação alemães, holandeses e escandinavos--, Seierstad faz uma crônica do cotidiano na Guerra do Iraque, mostrando como vivem os iraquianos, como reagem durante os bombardeios, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futuro e a censura à imprensa estrangeira. Em artigos na imprensa e reportagens ao vivo para a televisão, a autora reportou os acontecimentos no Iraque antes, durante e depois dos ataques americanos e britânicos.
O livro apresenta ao leitor a vida cotidiana sob a constante ameaça de ataques do governo iraquiano e dos bombardeios americanos. Passando do silêncio ensurdecedor da era de Saddam Hussein às explosões que interromperam o fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais no país, Seierstad revela o que acontece às pessoas diante de situações-limite: do que sentem mais falta quando seu mundo se transforma num campo de guerra? O que denunciam quando não há censura?