Procurando elucidar aspectos do processo de formação do conceito de nacionalidade na história brasileira, a historiadora Emília Viotti da Costa analisa o período de passagem do trabalho escravo ao trabalho livre.
A autora destaca o significado limitado da abolição, especialmente devido à permanência dos valores escravistas e racistas na sociedade brasileira, os engendramentos econômicos da desagregação do sistema e as relações de trabalho.
Isso permite apreender a especificidade do período colonial e de seus conflitos sociais. A expansão cafeeira aparece como elemento duplo de redeterminação e conservação dos antagonismos, fonte de perpetuação de um conflito que "Da Senzala à Colônia" procura abranger. Fundamental para descobrir os elementos constitutivos do nosso país.