Esta peça, como já aconteceu com outras, foi escrita com base em histórias populares do Nordeste. O primeiro ato fundamenta-se, ao mesmo tempo, numa notícia de jornal e numa história tradicional, anônima, de mamulengo.
O segundo, na história, também tradicional, de um macaco que perde o que ganhara depois de várias trocas --conto que é a origem do romance, também de autor anônimo, sobre o homem que perde a cabra, e que também serviu de fonte.
O terceiro ato baseia-se num conto popular, o de "São Pedro e o Queijo", e também noutra tradicional de mamulengo, chamada "O Rico Avarento".
Com linguagem informal e com uma escrita que junta, a um só tempo, elementos do Simbolismo, do Barroco e da literatura de cordel, Suassuna transforma o sertão no palco das questões humanas de qualquer lugar do mundo.