As liras de "Marília de Dirceu" refletem o bucolismo do autor português árcade Tomás Antônio Gonzaga. Marília, musa do pastor Dirceu, perpassa pelos cenários pastoris, e motiva o narrador a declamar-lhe versos de amor.
A obra é dividida em duas partes de liras e uma terceira com sonetos. Na primeira, Dirceu celebra a beleza de sua amada, Marília, por meio de odes que traduzem seu deslumbramento pela adolescente.
Já na segunda, os versos exprimem a solidão do pastor quarentão. A escrita é marcada pelo pessimismo e sentimentalismo do narrador que sente a ausência de Marília.