Publicada em 1890, a obra recria a realidade dos agrupamentos humanos, sujeitos à influência da raça, do meio e do momento histórico.
O predomínio dos instintos no comportamento do indivíduo, a força da sensualidade da mulher mestiça, o meio como fator determinante do comportamento são algumas das teses naturalistas defendidas pelo autor ao lado de fortes denúncias sociais.
O protagonista do romance é o próprio cortiço, onde se acotovelam lavadeiras, trabalhadores de pedreira, malandros e viúvas pobres tentando superar a marginalização que a sociedade lhes impõe.