"Auto da Barca do Inferno", livro mais famoso de Gil Vicente, é a primeira parte da trilogia das barcas -- a segunda "Auto da Barca do Purgatório" e a última "Auto da Barca da Glória". O cunho moral das peças uma alegoria e uma crítica social ao comportamento dos habitantes de Lisboa.
Encenada pela primeira vez em 1517, narra a história do julgamento das almas, os personagens julgados, um abobalhado, uma alcoviteira, um agiota, um sapateiro, um frade e quatro cavaleiros, representam as figuras e pecados comuns da sociedade. No final, é claro, a maioria ruma para o inferno.