No século 9 a.C., surgiu a "Odisséia", obra épica de Homero que narra as aventuras de Odisseu após sua participação na Guerra de Tróia e o regresso do herói a Ítaca, para perto da mulher e do filho.
Donaldo Schüler, um dos maiores helenistas brasileiros, traduziu diretamente do grego o livro que pode ser considerado um dos mais importantes da literatura ocidental.
A primeira parte da epopéia (cantos I a IV) relata a busca de Telêmaco pelo pai, enquanto Odisseu vive uma série de aventuras fabulosas pelo caminho, enfrentando inimigos, encontrando feiticeiros e ninfas e conhecendo inúmeros lugares.
Homero foi centro de uma das maiores discussões literárias do fim do século 18, que questionou a existência de um único poeta para "Odisséia" e "Ilíada", levantando a possibilidade de obras anônimas da criatividade popular. Mas hoje, graças aos progressos arqueológicos, históricos e linguísticos, se vê reforçada a ideia de que Homero partiu de elementos da tradição oral, organizando-os, dando-lhes forma final e detalhando as estratégias narrativas.