Em 1984, quando Lynn Hunt publicou este estudo, a discussão acerca da Revolução Francesa girava ao redor de três eixos: o marxista, cujo interesse era examinar a nova classe e seus desdobramentos modernos; o revisionista, que dizia não haver nova classe e sim uma adesão da burguesia à elite; e o toquevileano, para o qual a Revolução engrandeceu e centralizou o Estado.
O problema, segundo a autora, é que as três visões são calcadas na ideia de que a Revolução deve ser vista somente a partir de suas origens e consequências, ou seja, que ela estava determinada no passado e que seus desdobramentos mais relevantes estão no presente. O que fica de fora, portanto, é a vivência do período revolucionário e, mais especificamente, a vivência da política durante o processo da revolução.
Segundo a autora, o que surgiu com a Revolução Francesa foi uma cultura da política, dotada de "valores, expectativas e regras implícitas" próprios. Ao analisar o impacto desse novo repertório no bojo da revolução, e não apenas seus desdobramentos modernos, ela lança nova luz sobre o período revolucionário, trazendo a política para a esfera da cultura e revelando a cultura como parte intrínseca da vida política e mediadora das relações sociais.
Título: Política, Cultura e Classe na Revolução Francesa
Autor:
Lynn Hunt
Tradução:
Laura Teixeira Motta
Capa:
Mariana Newlands
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1
Ano: 2007
Idioma: Português
Especificações: Brochura
| 342 páginas
Ficha Técnica
ISBN: 978-85-3590-979-1
Peso: 440g
Dimensões: 210mm x 140mm
Detalhes da Edição Original
Título: Politics, Culture and Class in the French Revolution
Ano: 1984