Depois de liderar uma tocaia sangrenta contra um inimigo de seu patrão, o jagunço Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao palco da matança, o povoado de Tocaia Grande. Ali, passa a cultivar cacau. Agora proprietário de terras, Natário encomenda no Rio de Janeiro, então capital do país, patente de capitão. Assim, nos moldes de um coronel nordestino, começa a ampliar seus domínios e a impor sua autoridade.
Tocaia Grande cresce e de lugar de pernoite passa a lugarejo, depois a arraial. O lugar recebe prostitutas, tropeiros, jagunços, ciganos e trabalhadores que perderam emprego nos latifúndios.
Nesta obra, Jorge Amado descreve o processo de formação de uma cidade nordestina nascida sob o signo da violência e da disputa de terras. Romance caudaloso e panorâmico, revela a "face obscura" de um lugar em que a lei não vigora nem há presença formal do governo.