Reunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, redigidos com extrema liberdade, reformulam a ideia de dominação nas sociedades ditas primitivas e se fundamentam na teoria da "servidão voluntária" de La Boétie --humanista e filósofo francês-- para realizar uma crítica incisiva à violência na sociedade ocidental.
O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos índios Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política: o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial.
Seu pensamento avança para muito além do heroísmo, da utopia e da ingenuidade, carregando os signos de um momento muito peculiar da cultura cívica libertária (anti-stalinista e pós-marxista).
Título: Arqueologia da Violência
Subtítulo: Pesquisas de Antropologia Política
Autor:
Pierre Clastres
Tradução:
Paulo Neves
Prefácio:
Bento Prado Jr.
Editora: Cosac Naify
Edição: 1
Ano: 2004
Idioma: Português
Quantidade de ilustrações: 1
Especificações: Brochura
| 328 páginas
Ficha Técnica
ISBN: 85-7503-301-8
Peso: 590g
Dimensões: 225mm x 155mm x 20mm
Detalhes da Edição Original
Título: Recherches D´Anthropologie Politique
Ano: 1980