Esta biografia relata os amores, amizades e as oscilações do prestígio de Marcel Duchamp, artista que muitos consideram o mais instigante --e ainda hoje enigmático-- do século 20. Seu modo de encarar as coisas o manteve a uma certa distância dos diversos ismos que caracterizaram a arte moderna, embora seja considerado precursor do dadaísmo, surrealismo e da arte conceitual.
O livro enumera fatos curiosos de sua trajetória como artista: a recusa da obra Nu descendo uma escada no Salão dos Independentes de 1912, em Paris; sua estadia em Munique, que representou uma verdadeira virada em sua vida; o choque provocado em 1917 pela obra Fonte, na mostra da Sociedade dos Artistas Independentes, em Nova York. Entre os Estados Unidos e a França sobreviveu como dublê de professor de francês e de marchand e dialogou com movimentos como o cubismo, o dadaísmo, o surrealismo e o expressionismo abstrato americano.