Em "A Queda", Albert Camus segue a linha que o consagrou, abordando o isolamento do homem e o estranhamento do indivíduo de si mesmo. A narrativa é contada por um advogado francês, autodenominado "juiz-penitente", que realiza seu exame de consciência em um bar de marinheiros, em Amsterdã.
O personagem, que praticamente se desligou do mundo após presenciar o suicídio de uma mulher nas águas do rio Sena, se entrega a uma confissão calculada, denunciando a natureza humana por meio de um doloroso processo de autocrítica.
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