O livro retrata Leila Diniz, uma mulher carioca que revolucionou os costumes no final da década de 60. Ela fazia e dizia o que muitos tinham o desejo de fazer e dizer.
Com os inúmeros palavrões na clássica entrevista no "O Pasquim", com uma vida sexual e amorosa extremamente livre e prazerosa, com o seu corpo grávido de biquíni, ela trouxe à luz do dia comportamentos, valores e ideias já existentes, mas que eram vividos como estigmas, proibidos ou ocultos. Não à toa, ela é apontada como uma precursora do feminismo no Brasil: uma feminista intuitiva que influenciou, decisivamente, as novas gerações.
Leila Diniz, ao afirmar publicamente seus comportamentos e ideias a respeito da liberdade sexual, ao recusar os modelos tradicionais de casamento e de família e ao contestar a lógica da dominação masculina, passou a personificar as radicais transformações da condição feminina (e também masculina) que ocorreram no Brasil.