O diário do Capitão Arsênio, um inventor destemido e desengonçado, foi encontrado por acaso. Nele está a história de suas várias tentativas de voar, no manuscrito mais antigo sobre a aviação, depois, claro do de Leonardo da Vinci.
A partir daí o autor Pablo Bernasconi, que aos dezesseis anos já tinha licença para voar, constroi o diário de um precursor fictício da aviação que desenhou, instruiu e testou algumas das máquinas de voar mais estranhas de que se tem notícia.
Capitão Arsênio voou com uma máquina antes de qualquer homem. É verdade que não se manteve no ar por muito tempo, e verdade também que suas invenções não podem ser chamadas com propriedade de "aviões".
Com idéias muito próximas do imaginário infantil sobre o funcionamento de um avião -juntar vários pássaros e fazê-los de motor para um avião-, o diário incita a imaginação e a curiosidade científica, propondo, com seus desenhos detalhados e estranhamente verossímeis, uma iniciação lúdica ao universo da aviação.