Este volume leva o leitor a uma bela viagem entre o cotidiano e o lírico. O poeta Roberto Marinho de Azevedo faz diversas figurações, com uma requintada linguagem poética, na qual predomina o humor e ironia.
O autor tece animais e poemas e os mimetiza em um tempo análogo ao humano. Nele, cupins roem o passado e um tigre espera por alguma coisa. Há pitadas de humor também, como o da solidão que, segundo o autor, é uma cabra oportunista que se aproveita do fim do amor das pessoas.
A poesia do autor é nômade, não se fixa em lugares, muito menos em mesmices. Sua poética lida com o desconhecido ou com o que caiu no anonimato.