Com belas imagens representativas do percurso da artista, o livro traz ensaios que se aprofundam no esclarecimento de sua obra. A própria artista conta passo a passo sua trajetória na cronologia que assina: das viagens de São José dos Campos a São Paulo, para aulas de desenho, até a formação em comunicação visual e artes plásticas em uma faculdade no Rio de Janeiro. Também fala sobre a estadia em Paris e dos desdobramentos que construíram sua arte e sua marca registrada - rastros, pretos ou brancos, arranjados de modo simples no papel ou na tela, em pinceladas que se repetem, do escuro para o claro, do claro para o escuro.
Em sua produção mais recente, Célia Euvaldo mostra uma pintura branca bastante sutil, que trava um combate entre o silêncio e a expressão. Os autores Tassinari e Mello, ao descreverem a materialidade ou a formalização da artista, percebem o quanto ela deixou que o acaso entrasse em sua obra.