Não precisa ser hipocondríaco, muito menos de prescrição médica para devorar "Tarja Preta" (Objetiva, 2005), o livro, claro. A antologia de contos une autores tão díspares que talvez a única coisa em comum seja a criação de personagens assumidamente dependentes de remédios. Uns beiram a insanidade, isso é verdade, outros se fazem de malucos. Alguns são comuns até demais e há os que acreditam ficar invisíveis. Sem precisar apelar ao uso de qualquer medicamento, basta embarcar nas bizarras (algumas cômicas, outras sexuais) narrações para ter como único vício a leitura. O diagnóstico aponta a culpa de Jorge Furtado, Pedro Bial, Jorge Mautner, Adriana Falcão, Luiz Ruffato, Isa Pessôa e Márcia Denser.