Sinopse
Neste livro, a historiadora Júnia Ferreira Furtado sustenta que a imagem que se estabeleceu da ex-escrava Chica da Silva nos romances, no cinema e na televisão contradiz a realidade.
A autora evita o estereótipo e apresenta uma outra versão sobre os costumes da sociedade mineira colonial e o cotidiano das mulheres negras que receberam alforria.
Chica da Silva nasceu entre 1731 e 1735, no arraial do Tejuco, e viveu próxima às senhoras brancas da sociedade mineira. Filha de negra com um português, ela teve 13 filhos com o senhor que lhe concedeu alforria. Educou as filhas numa boa escola e teve um nível de vida equiparável ao da elite branca.
Baseada em documentos da época, a tese do livro é de que Francisca da Silva de Oliveira foi exemplo para diminuir os preconceitos da época.
Júnia Ferreira Furtado é doutora em história social na USP e fez estudos de pós-doutorado na Universidade de Princeton.