Romance autobiográfico de Helena Morley conta a história de uma menina de província do final do século 19, em forma de diário. O livro recebeu elogios de Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa e foi analisado por críticos como Roberto Schwarz.
Publicado em 1942, traça um rico retrato do cotidiano de Diamantina, em Minas Gerais, entre 1893 e 1895. O contexto do romance é a estagnação econômica, com o declínio da mineração. A garota Helena Morley escreve sobre aquele momento da história do Brasil, ao mesmo tempo em que revela os pensamentos de uma típica adolescente.
Helena Morley é pseudônimo da escritora mineira Alice Dayrell Caldeira Brant, que nasceu em 1880. Teve seis filhos com Augusto Mario Caldeira Brant. Morreu em 1970, no Rio de Janeiro.