No final do século passado, a imagem do Brasil no exterior, segundo viajantes que aportavam por aqui, era de um grande laboratório racial. Havia a alusão que este era um país de raças híbridas, ideia defendida por nossos intelectuais - juristas, literatos, naturalistas, médicos. Como entender, entretanto, que teorias raciais deterministas e evolutivas tenham se tornado baluarte dos pensadores na época? Surgiu na sociedade brasileira noções de superioridade racial e o sinal de pessimismo quanto ao futuro de uma nação mestiça, graças a esta postura elitista.
Para compreender este episódio da história contemporânea étnica do nosso país, Lilia Moritz Schwarcz, com base em documentos raros e muitas vezes inéditos, desvenda a mentalidade da época em que conviveram o liberalismo político e racismo oriundo das várias escolas darwinistas.