Quarto volume da coleção "Cinco Dedos de Prosa", "O Opositor" é narrado com o humor inteligente que consagrou Luís Fernando Verissimo como um dos mais importantes autores do Brasil. Cronista diário de vários jornais do país e há quatro anos sem publicar ficção, Verissimo apresenta neste livro uma novela de suspense -- engenhosa, alegórica, irresistível.
O narrador é um jornalista paulista que vai até Manaus fazer uma reportagem sobre plantas alucinógenas e acaba se envolvendo com a linda Serena - uma mulher metade dinamarquesa, metade índia, que teve os dois polegares decepados. Seduzido, ele passa a tomar diariamente xícaras de um chá dotado de propriedades alucinógenas preparados pela bela moça. Exausto e extasiado depois de uma tarde de amor, o repórter, num raro momento de sanidade, encontra um bar onde busca água.
Neste bar ele conhece Jósef Teodor, o Polaco, um homem grande e vermelho que parece viver à base de cachaça e há anos não sai do bar nem larga a cadeira que elegeu como pátria. É naquele bar, uma metáfora divertida do Brasil, que o narrador vai ouvir pela primeira vez a história misteriosa de Polaco. Ele trabalhava para o Grupo Meierhoff, o mais poderoso do mundo. Sua missão era liquidar quem ameaçasse a supremacia desta importante organização secreta.
Em pouco tempo, e sem se dar conta, o jornalista se vê envolvido em um enredo de suspense, de onde talvez só possa sair quando chegar a um afluente do rio Negro. E enquanto Polaco vai enredando o repórter numa trama alucinante, o leitor é enfeitiçado pelo texto divertido de Verissimo.