A psicanalista e escritora Maria Rita Kehl parte da suposição de que a depressão é um sintoma social contemporâneo para desenvolver os três ensaios que compõem o livro "O Tempo e o Cão: A Atualidade das Depressões".
Escrito a partir de experiências e reflexões sobre o contato com pacientes depressivos, o livro faz um apanhado do lugar simbólico ocupado pela melancolia, desde a Antiguidade clássica até meados do século 20.
O livro toca também na relação subjetiva dos depressivos com o tempo, chamado pela autora de temporalidade.
A clínica das depressões do ponto de vista da psicanálise está presente no terceiro ensaio, a começar pelo estabelecimento das distinções fundamentais entre a depressão e a melancolia. Aqui, a autora busca estabelecer as diferenças entre a posição subjetiva dos depressivos e as circunstâncias que determinam episódios pontuais de depressão nos obsessivos e nos histéricos.
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