No início do século 20, o autor francês Émile Faguet já discutia a questão "Será que os livros são realmente um desafio para poucos?", e, sem arriscar opiniões precipitadas, afirmava que a leitura é essencialmente a arte do pensar que requer esmero e cuidado, foco e propósito. Em nossos tempos internéticos, esse questionamento continua válido, e as considerações de Faguet são, mais do que nunca, úteis.
Em "A Arte de Ler", o autor fala dos livros, de ideias e dos de sentimento, discorre sobre elementos que auxiliam na apreciação das peças de teatro, trata da peculiaridade dos poetas, não se esquece nem mesmo dos maus escritores ou dos obscuros e aponta os inimigos da leitura, para chegar finalmente ao prazer inequívoco que há em certas releituras.
Faguet viveu num tempo de mudança e efervescência e faz de seu livro uma encantadora ferramenta de saber que, com facilidade extrema, desafia o rigor do tempo, para tratar simplesmente do gosto pela leitura.