"Minhas Contas" tematiza a tolerância religiosa ao contar a história de uma amizade abalada pelo preconceito. O livro se revela ainda uma bonita celebração da cultura africana, tão importante para a formação da identidade brasileira.
Pedro e Nei são "dois furacõezinhos" inseparáveis. Mas a mãe de Pedro o proíbe de brincar com o amigo por causa dos fios de contas que ele usa. As cores e os objetos do candomblé foram o ponto de partida para Daniel Kondo conceber as ilustrações, que demonstram as características de importantes orixás.
As 18 divindades que participam desta história aparecem ao final em pequenas ilustrações e textos explicativos. Na quarta capa, a escritora Heloisa Prieto confirma a relevância da obra: "O texto comove ao apontar para uma responsabilidade que é da conta de todos nós: o direito à liberdade".
A obra é finalista do Prêmio Jabuti 2009, concorrendo a estatuetas em três categorias: Infantil, Ilustração de livro infantil ou juvenil e Didático e paradidático.