O autor da graphic novel "Pyongyang" traça um retrato atemporal de Myanmar, onde permaneceu por 14 meses, acompanhando sua mulher, que trabalha para a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Em "Crônicas Birmanesas", ele narra sua estada no país, onde, aos poucos, foi descobrindo a realidade política, social, cultural, religiosa e de saúde desta nação asiática governada por uma junta militar, e onde a economia é dominada por grandes grupos industriais internacionais.
A história mostra revistas e jornais censurados a golpes de tesouras, apagões diários em toda a cidade, regiões isoladas do resto do mundo pelos militares, internet monitorada pela censura, populações de vilas inteiras entregues à dependência de heroína e a líder de oposição Aung San Suu Kyi, confinada em prisão domiciliar por mais de uma décadas.