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O que saiu na imprensa
Em "Testemunhas da China", para elucidar a formação da China contemporânea, Xinran foi em busca de homens e mulheres comuns com mais de 70, 80 anos, das mais diversas regiões e de diferentes classes sociais, e que sobreviveram à miséria e à fome, à invasão japonesa e à revolução, aos desastres do Grande Salto Adiante (1958-1960) e às perseguições e humilhações da Revolução Cultural (1964-1976) para chegar à modernização e ao espantoso crescimento econômico do início do século 21. A autora reuniu dezenas de histórias reveladoras da vida cotidiana, dos sentimentos e ideais, das dores e alegrias, da fibra e coragem, da resistência física e fortaleza de espírito da geração dos chineses que viveram sob o domínio de Mao Tse-tung.
Ao destacar a autora e sua obra, Melina Dalbony, que escreve para o blog Prosa Online, do portal Globo.com, afirma: "com base em 20 anos de pesquisas e entrevistas, Xinran escreveu o livro 'Testemunhas da China', que traz relatos de idosos sobre os anos sob o governo de Mao. A jornalista conta que quando começou a trabalhar neste material, em 1988, ela achava que sabia tudo sobre seu país, mas descobriu que havia uma China diferente quando visitou o campo e viu as diferenças sociais. Foram 200 depoimentos e 800 mil palavras, segundo a autora. A indiferença e a falta de respeito das gerações atuais pelos mais velhos a comoveu. O livro, ao qual ela chama de "o ato mais valioso de minha vida", traz relatos de sobreviventes da Revolução Cultural".
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