Surpreendente livro de memórias do crítico de cinema canadense David Gilmour. O autor narra aqui como sua paixão pelo cinema e seu vasto conhecimento sobre filmes lhe permitiram estreitar o relacionamento com Jesse, seu filho problemático de 15 anos.
Ao ver Jesse ser reprovado seguidamente na escola, Gilmour sabia que precisava fazer algo. E fez. Disse ao filho que ele poderia largar a escola e fazer o que quisesse --sem precisar trabalhar nem pagar aluguel-- desde que assistisse três filmes por semana com o pai.
Jesse topou, claro, e durante três anos sentou-se com o pai para assistir centenas de filmes: "A Doce Vida", "Instinto Selvagem", "O Iluminado", "O Poderoso Chefão" e muitos outros. Gilmour conseguiu o que queria --uma chance para conversar com o filho-- e oferece aqui um relato tocante desta vivência, uma jornada pelos grandes filmes do cinema a partir das discussões e da percepção singular de cada um sobre roteiros, diretores, atores e filmes.