Nesta comédia de costumes escrita pelo mais provocativo autor modernista, Oswald de Andrade, desenrola-se uma sátira ao capitalismo e à decadente sociedade brasileira do início da década de 1930, período negro da economia mundial que sucedeu a Crise de 29. Proibida durante 30 anos, a peça entrou para a história do teatro brasileiro ao ser encenada pelo Teatro Oficina em 1967, sob a direção do polêmico diretor José Celso Martinez Corrêa.
Dividida em três atos, a peça conta a história de um capitalista que lucra com a superstição do povo brasileiro ao produzir as velas que são utilizadas nos velórios da castigada população. "Herdo um tostão para cada morto nacional", gaba-se o personagem. Seu filho, ainda mais depravado que o pai, assassina seu progenitor para ficar com sua fortuna e sua noiva.