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O que saiu na imprensa
Ubiratan Brasill, jornalista do Estado, diz que "o escritor detém um poderoso desejo de se colocar em lugares onde nunca pode estar - foi tal premissa que impulsionou o argentino Tomás Eloy Martínez a escrever "Purgatório", um de seus mais intensos romances. Afinal, mesmo não tendo morado na Argentina durante a ditadura militar (1976-1983), ele produziu o vívido retrato de uma época de sombras".
Para o jornal argentino "La Gaceta", o filósofo e professor emérito universitário escreve: "é um complexo romance em que muitas linhas se convergem: o drama dos desaparecidos em um ambiente de terror e de devastação provocado pela repressão; o amor inabalável frente todas as vicissitudes, a ideia de tempo e, a ainda, as pulsações da convicção filosófica que submete a realidade à ilusão".
O romance vai tratar dos anos de repressão e dos principais temas sobre os quais refletiu quando estava fora: o autoritarismo e o fantasma dos traumas passados. "Trata-se da história de uma mulher que pensou que seu marido estivesse morto, pois desaparecera durante a ditadura e havia evidências de ter sido assassinado. Só que, 30 anos depois, ela entra num restaurante de um subúrbio de Nova York, e lá está ele", conta. Detalhe importante, o homem que vê não é seu companheiro envelhecido. Ele está tal qual ela o vira pela última vez.
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