A pesquisa que resultou neste livro revela que a fronteira de modo algum se reduz e se resume à fronteira geográfica. Ela delimita o espaço de muitas e diferentes coisas: da civilização, de culturas e visões de mundo, de etnias, da história e da historicidade do homem. E, sobretudo, delimita a questão humana.
Nesse sentido, a fronteira é analisada sob o caráter litúrgico e sacrificial, porque nela o outro é degradado para, desse modo, viabilizar a existência de quem o domina, subjuga e explora. É nessa dimensão, propriamente sociológica e antropológica, que o autor investiga o tema e os desafios interpretativos que propõe em relação à sociedade em que vivemos e em relação à nossa própria condição humana. Livro considerado ótimo pela avaliação do Guia da Folha de S.Paulo.