Produzido em 1966, "Andrei Rublióv", segundo longa-metragem de Andrei Tarkovski, permaneceu censurado na União Soviética até 1971. Apesar disso, ganhou o prêmio da crítica internacional de Cannes em 1969.
Encarregado de pintar as paredes da Catedral da Anunciação, no Kremlin, Andrei Rublióv trabalha sob a direção do mestre grego Teófano. Mas o conflito entre a espiritualidade e o mundo material surge quando Rublióv sai do mosteiro para trabalhar em outras cidades e percebe a degradação da humanidade.
Tarkovski nos mostra a transformação de um jovem pintor idealista num monge que faz voto de silêncio em resposta ao sofrimento que o cerca. Ao final, a obra revela-se um manifesto a favor da esperança que traz a experiência espiritual pela arte.
O roteiro literário de "Andrei Rublióv", pela primeira vez publicado no Brasil, tem episódios não incluídos no filme.